Arquitetura como fator de qualidade de vida e sustentabilidade com foco nos aspectos socioeconômico e espacial, com visão holística dos empreendimentos no contexto urbano contemporâneo.

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Arquitetura como fator de qualidade de vida e sustentabilidade com foco nos aspectos socioeconômico e espacial, com visão holística dos empreendimentos no contexto urbano contemporâneo.

A comunicação entre o cliente e o arquiteto é de fundamental importância para o sucesso do empreendimento e interação das ideias e planejamento estratégico a ser cumprido no intuito de  garantir uma edificação ou empreendimento que contemple desde os estudos de viabilidade, topografia do terreno, plasticidade, formas geométricas, aproveitamento racional e funcionalidade dos espaços, conforto ambiental, a generosidade da luz e dos ventos que a natureza oferece, energia sustentável, dentre outros fatores que possam e devam proporcionar qualidade de vida às pessoas que irão desfrutar e conviver no empreendimento, seja, residencial, comercial, industrial, lazer e entretenimento, e levando-se em consideração os benefícios e os impactos no planejamento urbano e territorial como um todo.

 

Ao tratarmos de arquitetura, não podemos ter a visão simplista somente da edificação, e sim da inserção da mesma no espaço urbano e quais as vantagens que referido empreendimento trará para todos os atores envolvidos, desde o empreendedor, clientes, vizinhança, sistema viário, equipamentos públicos, população em geral e para a cidade ou sítio onde será implantada a edificação / empreendimento.

 

Pois bem, feito este breve preâmbulo, entende-se que projeto de arquitetura de edificações ou empreendimentos compreende várias fases ou etapas de um processo macro, haja vista que o tema é abrangente e seria necessário uma tese ou um livro para melhor elucidar as possíveis dúvidas e questionamentos dos leitores e interessados na matéria. No entanto, o presente texto é um resumo não só didático, e sim prático do assunto, motivo pelo qual elenca-se a seguir alguns tópicos que devem ser considerados desde a escolha do profissional arquiteto, e que o mesmo tenha experiência comprovada em gestão de projetos e obras, inclusive que tenha total visão das diversas disciplinas da engenharia.

 

1) Conhecer o terreno onde pretende-se implantar o empreendimento, e qual a melhor solução para inserção do mesmo no contexto urbano, e para tal se faz necessário um detalhado estudo de viabilidade técnica e comercial e socioeconômico;

2) Para determinados empreendimentos necessário se faz o Estudo de Impacto de Vizinhança – EIA;

3) Montagem de um Programa de Necessidades – PN,  que contemple o empreendimento como um todo indissociável e numa visão macro e até holística em termos administrativo, sociológico e mercadológico;

4) Estudos Preliminares e Anteprojetos com apresentação gráfica e virtual 2D e 3D com uso do Sistema / Plataforma BIM (Building Information Modeling);

5) Projeto Legal para Aprovação junto aos órgãos e autarquias públicas;

6) Projeto Executivo que contemple arquitetura e todos os projetos complementares.

 

Acrescente-se aos itens acima elencados a importância de o empreendedor não abrir mão da equipe de arquitetura em relação à Consultoria e Assessoria Técnica no processo de Execução das Obras e Serviços que se caracterizam como blocos sucessivos desde a coleta de informações, desenvolvimento de estudos/serviços técnicos e emissão de produtos finais, objetivando, ao término de cada um deles:

 

  1. Avaliar a compatibilidade do projeto com o programa de necessidades, em especial no que se refere a: funcionalidade; dimensionamentos e padrões de qualidade; custos e prazos de execução da obra;

 

  1. Providenciar, em tempo hábil, as reformulações necessárias à concretização dos objetivos estabelecidos no programa de necessidades, evitando-se posteriores modificações que venham a onerar o custo do projeto e/ou da execução da obra;

 

  1. Construir o conjunto de informações necessárias ao desenvolvimento da fase subsequente.

 

A seguir e para finalizar o texto apresenta-se um breve escopo do que significa e representa algumas das etapas do processo que envolve o projeto de arquitetura:

 

Estudo Preliminar constitui a configuração inicial da solução arquitetônica proposta para a obra (partido), considerando as principais exigências contidas no programa de necessidades. Deve receber a aprovação preliminar do cliente.

 

Anteprojeto constitui a configuração final da solução arquitetônica proposta para a obra, considerando todas as exigências contidas no programa de necessidades e o Estudo Preliminar aprovado pelo cliente. Deve receber a aprovação final do cliente.

 

Projeto de Aprovação é uma subfase ao anteprojeto, desenvolvida, conforme o caso anterior, concomitante ou posteriormente a ele. Constitui a configuração técnico-jurídica da solução arquitetônica proposta para a obra considerando as exigências contidas no programa de necessidade, o Estudo preliminar ou Anteprojeto aprovado pelo cliente e as normas técnicas de apresentação e representação gráfica emanadas dos órgãos públicos (em especial, Prefeitura Municipal, concessionárias de serviços públicos, Corpo de Bombeiro, dentre outros). Nos casos especiais em que não haja necessidade de aprovação do projeto pelo poder público esta  subfase deixa de existir.

 

Projeto da Execução é o conjunto de documentos técnicos (memoriais, desenhos e especificações) necessários à licitação e/ou execução (construção, montagem, fabricação) da obra. Constitui a configuração desenvolvida e detalhada do Anteprojeto aprovado pelo cliente.

 

Consultoria e Assessoria Técnica à Execução da Obra é fase complementar que se desenvolve concomitantemente à conclusão dos projetos em sua totalidade, e que irá garantir os resultados planejados pelo cliente e equipe de arquitetura e engenharias.

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